Ambivalências
O homem é um ser autenticamente dicotómico!
Somos tão complexos e inteligentes capazes de construir casas, pontes, automóveis, navios, submarinos, aviões, naves espaciais, viajar até à Lua, até Marte. Compreender o infinitamente grande, o infinitamente pequeno, explorar o micro e o macrocósmico.
Mas, por outro lado, somos maquiavélicos, sádicos, criamos armas mortíferas, fazemos guerras sanguinárias, guerras santas, somos o único animal à face da Terra que mata por prazer, ou seja, que mata sem ser apenas por defesa ou por instinto de sobrevivência, mas tem a capacidade hedionda de matar o próximo, infelizmente até os próprios filhos. Os abusos sexuais também são recorrentes, por vezes também dentro da própria família, as torturas ainda existem, etc, etc. não pretendo aqui divagar nesta lista que poderia crescer muitíssimo se assim o quisesse.
É importante lembrar que ainda assim com tanta discrepância, entre o bem e o mal, estamos todos interligados e todos temos em potência a sombra e a luz. Quando olhamos nos olhos de um agressor, de um homicida, de um psicopata, de um pedófilo e o reconhecemos como tal, é um sinal de que também temos essas características dentro de nós, caso contrário nem as reconheciamos. Assim cada um de nós possui todas essas ambivalências dentro de si.
Por pior que seja o cenário, que até nos toque na pele diretamente, não adianta a revolta, nem a ira, nem a agressão, mas manter sempre o centro. Já pouco fico chocado com os piores cenários que acontecem à minha volta, como se me sentisse sempre preparado para o pior, embore espere sempre o melhor. Compreensão e aceitação é o que mais me esforço por fazer, estando ciente de que nada controlo nesta vida.
Tudo é feito de escolhas, tudo é feito das nossas próprias decisões. As ambivalências existem, os opostos estão sempre presentes. Cabe-nos escolher viver de noite ou de dia. Viver na sombra, na escuridão ou viver na luz e no amor. Isto não é a típica mensagem New Age, é mesmo real, é tudo uma questão de escolha, de responsabilidade pessoal, está mesmo nas nossas mãos, sabermos optar pela paz em prol da guerra, não alimentar a revolta, mas sermos sensatos, justos e procurarmos mais discernimento. Cumprirmos com a
nossa parte independentemente de outros fazerem escolhas opostas às nossas.
Só nos resta aceitar o mundo dicotómico onde vivemos e no meio de toda essa ambivalência saber fazer as escolhas certas na nossa vida!!!

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