Marionetes Sociais

 
Marionetes Sociais
Somos seres completos, totalitários, os opostos habitam em nós como o dia e a noite, o branco e o negro, a energia masculina e feminina, animus e anima, por isso deveríamos ser mais autónomos e autossuficientes. Mas nem sempre somos!!! Temos tudo dentro de nós e devemos por isso dar mais importância ao que de facto somos.
O que nem sempre acontece!!!
Deveríamos ter mais controle sobre a nossa vida, olhar mais para nós próprios, mas não propriamente de forma egoísta.
Há, no entanto, alguma atenção que devemos ter, no que se refere à manipulação vinda do exterior. De forma a não sermos marionetes nas mãos dos outros, nas mãos da sociedade, nas mãos do sistema. De forma que as nossas emoções não surjam apenas quando os outros puxam pelos fios das nossas marionetes. Fazendo emergir a nossa raiva, tristeza, frustração, etc. Ao estarmos mais conscientes das intenções dos outros, das suas mensagens ocultas, também nos tornamos menos manipuláveis.
O que acontece é que, com ou sem intenção, por vezes os outros manipulam-nos e nós vamos na sua onda, sofremos as suas influências e perdemos o nosso centro. O problema não está de todo nos outros, mas única e exclusivamente em nós próprios, até porque muitas das vezes, como referi, não o fazem de forma intencional, mas outras vezes fazem-no puramente. E o resultado é que nos manipulam, influenciam-nos e mexem profundamente connosco.
A sociedade, o exterior, o outro exerce uma imensa pressão sobre nós.
Podemos e devemos ouvir os outros, mas mais do que nunca, devemos pensar por nós próprios. Nem sempre os nossos amigos, familiares, políticos, Doutores ou Engenheiros têm razão no que dizem.
Devemos igualmente ter atenção àquilo que lemos nas redes sociais, pois existem muitas informações incertas, fake news, notícias desvirtuadas, exacerbadas, sem rigor, sem teor científico e cada vez mais conspirações. Mesmo com os meios de comunicação como os jornais, telejornais, devemos ser seletivos nas nossas escolhas, nas nossas leituras, não ouvir nem ler constantemente sobre o que a imprensa diz, pois estes também nos manipulam, fazem parte do mainstream, ou seja, têm tendenciosamente um ponto de vista, o da maioria, o das grandes massas. Estes não são neutros, são sensacionalistas e isto cria em nós pressão, influência, sem querer manipulam-nos e também nos tornam marionetes nas suas mãos. Instalam-nos o medo, a ansiedade, necessidades desnecessárias, etc. Devemos por isso prestar muita atenção a tudo isto, mantendo-nos seguros e centrados.
Convém lembrar que o que os outros dizem é apenas uma opinião, um ponto de vista. Lamentavelmente o que acontece é que damos tanta importância ao exterior às aparências, às opiniões alheias que deixamos perder o nosso centro pelo exterior. Ficamos muito abalados com o que vem de fora.
De facto, somos seres completos e deveríamos sentir e lembrar mais sobre esta nossa condição.
Passemos a valorizar mais o que vem de dentro de nós, as nossas intuições, o nosso coração, escutando o nosso sábio silêncio e não nos deixemos influenciar tanto pelo exterior.
Acreditemos mais em nós próprios, que somos mais que suficientes e inteligentes para sermos autónomos.
Ficam aqui estas reflexões!

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